Monday, 6 January 2014


Oslo 
(21 e 22 de setembro de 2013)

Há um tempão planejava ir a Oslo, sei lá porquê. Talvez porque lá viveu o meu pintor favorito, Munch, e lá está o meu quadro favorito, O Grito. Ou simplesmente porque eu cismo que preciso viajar e vou (é mais por aí...).

Em 2007, comprei uma passagem pela Ryanair, que na época tinha preços bem mais baixos (e ainda não vendiam raspadinhas a bordo). Paguei apenas 1 centavo (!) e não pensei duas vezes quando desisti da viagem para estudar para o IELTS. Precisava de uma boa nota para ser aceita no mestrado e 1 centavo não é exatamente o que eu considero uma grande perda.

De 2008 a 2010, por conta do mesmo inferno mestrado, nem sonhei em viajar.

Em 2011, achei que era hora de reprogramar a ida a Oslo mas, na mesma época, um atirador maluco matou várias crianças em uma escola. Não era bem o momento de ir.

Em 2012, comprei minha passagem para o começo de 2013. Já não custava mais 1 centavo, mas 40 libras. O que não pensei na hora do consumismo da compra, é que a passagem era para o meio de janeiro...

... e meio de janeiro significa inverno de matar.

Acordar de madrugada para ir para o aeroporto, a -5C, na escuridão total, sozinha, para ir para um lugar ainda mais frio, não é nada convidativo. O despertador alarme do celular tocou, acordei, virei para o outro lado e continuei dormindo. O que são 40 libras comparadas a dormir no quentinho até mais tarde, com o mundo congelando lá fora, né, minha gente?

Lição aprendida, comprei a nova passagem para setembro. E desta vez fui (morrendo de medo do avião cair porque eu já achava que havia um carma nisso tudo).

Se valeu a pena tanto ensaio? Oras, viajar sempre vale a pena! Mas, sinceramente, Oslo não surpreende. Talvez seja esse mesmo o ponto dos países nórdicos: algumas de suas cidades mais famosas não impressionam tanto (exceção a Estocolmo, que é linda de morrer!), mas a qualidade de vida é fenomenal. Bom, isso é o que dizem, porque só sendo morador para saber. Para turistas, a única impressão que fica é que uma pequena saladinha em um restaurante pode sair por 17 euros. Sem molho.

Ah! E todo atraso nesta viagem teve uma razão de ser, que não a queda do avião. 2013 foi o ano do 150o aniversário do nascimento do Munch, e eu pude ver essa exposição maravilhosa, divida entre o Museu Munch e o Museu Nacional:


E, claaaaro, vi O Grito.

Algumas fotinhas de Oslo:



Fly, baby, fly


Quando cheguei, dei de cara com uma maratona. Pena que eu não tinha levado o meu tênis #not



Museu Nacional de Artes, onde estava uma parte da exposição dos 150 anos de nascimento de Munch




Centrão


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